Pós-Produção: Destrutiva ou Não-Destrutiva?

Atualizado: 14 de Fev de 2020


Que o Adobe Photoshop é uma super ferramenta de pós-produção, a gente já tá cansado de saber. Contudo, já fez aquela pós marota e quando terminou, viu que precisaria refazer algum ajuste específico, mas agora a imagem tá quase pronta e fica difícil refazer?


Se é isso que acontece com você, provavelmente as coisas por aí estão sendo feitas do modo menos otimizado.



Mas fica tranquilo, que já te explico: a primeira coisa que você precisa entender, é que existem dois modos de trabalhar com edição/pós-produção no Photoshop. Bora conhecer cada um deles?



Pós-Produção destrutiva


O processo de trabalho que chamamos de “destrutivo”, e que também é a mais comum entre os iniciantes, se trata de um “workflow” (fluxo de trabalho) em que as alterações que fazemos nas imagens dentro do Photoshop se tornam permanentes, ou seja, não podem ser recuperadas depois que já foram feitas, e se por acaso for necessária alguma alteração nas modificações que você já havia feito no arquivo, não há como resolver de modo pontual, precisando então, que todo o processo de edição se inicie novamente, passo por passo. Coisa que, obviamente, significa retrabalho total!



Uma boa comparação que podemos fazer é com aquele povo que precisa preencher um documento importante e que não pode ter rasuras ou rabiscos, mas que ainda assim decide preencher a caneta primeiro em vez de responder a lápis ou em outra folha antes de passar as respostas finais para o documento. Errou alguma coisa no caminho? Pega outra folha e começa tudo de novo!


A simples missão de redimensionar uma imagem para que ela fique em tamanho menor e depois redimensionar para que ela fique maior de novo, já é o suficiente para nos dar uma bela dor de cabeça, por exemplo. No modo destrutivo, no momento em que você diminui uma imagem, ele simplesmente “espreme” tudo e perde informação. Então, caso você tente aumentar de novo, ela vai “bugar” e ficar em baixa qualidade como no gif abaixo.


Redimensionando imagem rasterizada vs. objeto inteligente
Redimensionando imagem rasterizada vs. objeto inteligente

“Ah, mas dá para usar o bom e velho Ctrl Z para desfazer.”


Na verdade, depende. Se as mudanças que você fez são recentes, realmente dá para usar, mas o problema é que você vai perder tudo o que fez depois que redimensionou a imagem. Agora, se a alteração foi algo que você fez há muito tempo e que já realizou trocentas mudanças depois, o Ctrl Z não irá te salvar, pois ele pode nem chegar até lá. O desfazer do Photoshop não é algo infinito (embora sua capacidade de retorno tenha aumentado bastante na atualização 2020) e, mesmo que fosse, meu filho, você já deve ter visto que você teria perdido tudo da mesma forma, já que não dá para desfazer apenas aquela edição que você queria apagar. Você iria retroceder quase tudo do mesmo jeito!



Pós-Produção não-destrutiva


Já a edição não-destrutiva, como alguns “Xeróckes Holmis” já devem estar suspeitando, é o processo de edição que pode ser revertido ou alterado quando e quantas vezes forem necessárias. Isso porque o processo não altera os pixels da imagem de forma definitiva como na pós-destrutiva. Trabalhando com um workflow não destrutivo, as possibilidades de alterações, mesmo depois de terminado, se tornam quase infinitas.


“Uai, só quase infinitas?, Então a gente ainda vai ter retrabalho em algum momento?”

Isso vai depender do seu trabalho. A realidade é que dá para fazer quase tudo utilizando o workflow não-destrutivo, mas pode ser que em algum momento você precise quebrar esse processo e utilizar alguma edição destrutiva.


“Ah, mas então não vai adiantar nada!”


Não se engane tão facilmente, jovem gafanhoto! Não é bem assim!


Se você puder utilizar o processo de