Qual o melhor formato de imagem para salvar meus Renders?


Você pode até não saber, mas dependendo do tipo de arquivo que escolhe para salvar os seus renders, você pode prejudicar bastante a qualidade das suas imagens.



A verdade é que cada formato de imagem tem uma forma única de trabalhar e uma capacidade máxima de informação que ele pode guardar. Dependendo de como você salva suas renderizações, pode acabar utilizando um arquivo nem tão eficiente assim ou, no mínimo, deixando de configurar o renderizador para que ele te entregue a imagem com o máximo de informação que o arquivo pode armazenar.


Para entender um pouco mais sobre isso então, a primeira coisa que você tem que saber é que existem duas maneiras de salvar as renderizações feitas no V-Ray, que é o renderizador que vamos usar como base.



Salvar antes ou depois do render terminar?


Antes: todas as configurações são efetuadas antes da renderização e, por causa disso também, temos mais opções. Após a conclusão do cálculo do render, a imagem é salva automaticamente no local escolhido com as configurações que você já havia feito.


Depois: é o método mais comum de salvar os renders, fazendo depois que a imagem já foi renderizada. Mas saiba que utilizando o salvamento após a renderização, o número de bits (profundidade de cor) também serão definidos de modo automático: JPG com 8 bits, PNG com 8 bits, TIFF com 16 bits e EXR com 32 bits, tal como vou exemplificar nas imagens logo abaixo.


Obs: caso você queira aprender o passo-a-passo de cada um desses processos de salvamento, basta assistir esta aula aqui. Nela eu explico cada configuração, uma a uma, ok? =D


Agora que já sabemos quais os processos disponíveis para salvar os nossos renders, vamos conversar sobre os tipos de arquivos! E para ilustrar o caso, renderizei a imagem externa ensinada no Curso Gratuito de V-Ray 3.6 para SketchUp e depois salvei, em diferentes tipos de arquivo.

Imagem JPG com 8 bits / 1200 x 960 / 930 Kb

Imagem PNG com 8bits / 1200x960 / 2 Mb

Imagem TIFF com 16 bits / 1200 x 960 / 8,82 Mb

Imagem EXR com 32 bits / 1200 x 960 / 4,54 Mb

A primeira coisa que você deve ter reparado, é que a visualização de cada um deles é diferente. Mas não se desespere,eu já vou explicar tudo, belezinha? =D



.JPG


O JPG é um formato que não aceita transparência e, por isso, possui o céu do V-Ray nele. Ou seja, mesmo que por acaso quiséssemos tirar isso e salvar novamente em JPG na pós, o que iria acontecer é que o céu ficaria branco e não transparente depois de salvo. Além disso, é um dos arquivos que mais tem perdas de dados com por causa da compressão e é mais indicado para uso quando precisamos das imagens com um peso de arquivo mais leve e podemos abrir mão, ao menos um pouco, da qualidade para isso.


Nossas redes sociais ou sites são ótimos exemplos de locais onde as imagens precisam ser mais leves. O Facebook, por exemplo, tem um tamanho limite para os arquivos que podem ser postados nele. Já no caso do seu próprio site, se você fizer o upload de imagens com 30 ou 40 Mb, por exemplo, vai ver que causará uma demora considerável na hora de carregar as páginas dele.


Dica: se o seu render saiu com 5000 px numa dimensão e só Deus sabe quanto na outra, não salve em JPG, nem carregue ele diretamente nas redes sociais, pois ele também vai sofrer compressão e irá perder qualidade, além de que vai demorar que é uma beleza para abrir. Salve uma versão menor em JPG, poste e coloque o link para quem tiver interesse em ver ele no formato final e em alta resolução.



.PNG


O PNG, por outro lado, vai aceitar transparência muito bem (e é por isso que veio sem o céu no exemplo acima) e ainda vai ter uma capacidade de armazenamento de informação maior que o JPG, que é o formato mais leve da turma. Utilizando o PNG, você pode escolher a quantidade de bits como 8 ou 16, ou seja, com ele você já tem a possibilidade de salvar mais informações de cor, que quer dizer uma menor perda de detalhes na hora da pós. Mas vale lembrar que quanto mais informação, mais pesadinho ele vai ficar, ok?


A visualização dele no exemplo está sem o céu, pois ele salva só a imagem renderizada mesmo, ignorando completamente o céu padrão do V-Ray.



.TIFF


O TIFF ou TIF, é um formato bem popular pelo fato de aceitar bastante informação, podendo ser utilizado em 8, 16 ou 32 bits no V-Ray. Essas características tornaram ele um dos preferidos na hora de fazer a pós-produção, já que permitia fazermos alterações mais “ousadas” na pós sem perdas de detalhes nas imagens. Contudo, é o mais pesado de todos mencionados aqui.



Ah, tome cuidado também quando enviar um arquivo em TIFF para um cliente, já que além de ficar extremamente pesado, ainda é o mesmo que enviar o arquivo de pós. O TIFF, se aberto no photoshop, mostrará e deixará disponível para alteração cada uma das camadas que você utilizou na pós-produção (traduzindo, funciona como um PSD também)!


Já quanto a visualização lá no exemplo, ela é parecida com a do JPG. Ele mantém o céu do V-Ray, mas também mantém o Alpha nos canais de cor para caso você queira remover depois para poder colocar outro background, por exemplo.



.EXR


E, finalmente, chegamos ao último! O arquivo EXR é tão poderoso quanto o TIFF no que diz respeito à capacidade de salvar informações, mas ainda assim consegue ser muito mais leve que ele! =D



Se você reparou nos exemplos das quatro imagens, o EXR é o único com 32 bits e, ainda assim, tem praticamente metade do tamanho do TIFF. Tanto é o custo-benefício dele que o valor mínimo de bits é 16, enquanto o máximo é 32 bits. E se você notou ainda, com 32 bits a visualização dele no photoshop fica um pouquinho escura, mas pode ficar tranquilo pois devido a alta taxa de bits, utilizando o ajuste de exposição você tem a possibilidade de deixá-lo muito mais claro até do que havia deixado no V-Ray, sem perda de detalhes ou informações das texturas.


Ah, ele também trás o céu do V-Ray e a camada Alpha. Quando tentar abri-lo no Photoshop, ele vai te perguntar se você já quer ver a transparência ou se prefere abrir o arquivo com o céu e manter o Alpha nos canais de cores para caso queira remover depois.


Contudo, é importante frisar que nem todas as ferramentas do Photoshop vão funcionar na versão 32 bits do arquivo, embora também vale lembrar que no Photoshop, do mesmo jeito que uma função pode te permitir diferentes resultados, um mesmo resultado também pode ser alcançado de diversas formas. Mesmo assim, se quiser manter todas ferramentas funcionando e ainda utilizar o EXR, basta salvar na versão 16 bits que ficará ainda mais leve (se compararmos com os exemplos renderizados, um EXR 16 bits teria em torno de ¼ do peso do TIFF).


Abaixo coloquei uma tabelinha simples que utilizei na aula do Curso Gratuito de Pós-Produção para explicar a diferença entre os arquivos. Nela, temos ilustrado de forma bem simplificada tudo o que expliquei sobre os tipo de arquivos, ok?


Comparação entre os formatos de arquivo

Dica de Ouro: você não precisa usar o mesmo formato em todas as etapas. Na hora renderizar, por exemplo, pode salvar em EXR para ter mais controle e menos perda de informação durante a pós, e quando for enviar para o cliente ou postar nas redes sociais, pode usar o JPG ou PNG, que são formatos mais leves. 👊


Agora que você já sabe dos critérios para escolher o tipo de arquivo e também as formas de salvamento, é só escolher e começar a trabalhar!


E se você gostou dessa matéria e acha que ela te ajudou, deixe o seu like aí pra gente, comenta o que achou e compartilhe nas redes sociais para que ela possa alcançar outras pessoas que também precisam de ajuda, belezinha?

Nos vemos em breve! o/


Bye, bye! =D

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